sábado, 21 de maio de 2011
Parsifal Pontes, caboclo do Tocantins
quarta-feira, 18 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Campus de Marabá/UFPA vai à luta
SEMINÁRIO: Expansão do Capital, Movimento Social e Luta Contra-Hegemônica na Amazônia
O curso de especialização em "Educação do Campo, Agroecologia e Questão Agrária na Amazônia" do Campus de Marabá / UFPA terá início no próximo dia 10 de maio (3a feira), às 08:00h, com um seminário inaugural no auditório do Campus I da UFPA em Marabá.
O seminário é aberto a todos os interessados e tratará do tema geral do curso, enfocando dois tópicos principais:
(i) a expansão do capital na Amazônia e suas consequências para a questão agrária, questão ambiental e produção de conhecimento na região e
(ii) as lutas de resistência camponesa e as pespectivas de construção de projetos alternativos de desenvolvimento.
A programação do seminário será:
08:00h - Mesa de abertura
08:30h - Debate 1 - A Expansão do Capital na Amazônia e suas Consequências
Expositor: Prof. Ariovaldo Umbelino de Oliveira (Geografia – USP)
14:00h - Debate 2 - Lutas de Resistência Camponesa e a Construção de um Projeto Contra-Hegemônico
Expositores: Via Campesina da Pan-Amazônia - representantes do Brasil, Bolívia e Equador.
Fonte: UFPA/Marabá – Coordenação do Curso
Amim Zalouth, a poesia do ontem
Fantasmas
vagueio lento pelas ruas de cimento e pedra
buscando a cada passo ,
na minha volta , a toda hora ,
o que , se sei, o tempo ido já levou embora .
Tomás Gralhada , Procópio, Hugo Piaba , Cametá.
Cururú, Ambrósio, Sinhá, Zeni, Anita Guará ,
Nicandro, Margarida , Pacheco, Honorino, Baltazar.
Joaquim Surdo , Dona Naza, Ivan Ribeiro , Aldo Maranhão,
João Rocha , Dr. Amadeu, Benedito Caolho , Pranchão,
Maneco, Taracanga, Antônia Violão ...
Antônio Farias, Zacarias...
Buscando a cada passo , a toda hora na minha volta ,
O que eu sei: o tempo ido já levou embora ...
À minha volta o que o tempo levou embora ...
João Anastácio, Irmãos Miranda, Casa Vale , Rio Tocantins.
Levou embora .
17.03.02
(10.09.80)
612 e 618, casas geminadas
de frente para o rio .
Ambas com 3 dígitos
Numa o dobro de 6,
noutra o triplo de 6.
Dessa maneira convivi
refletindo dentro de mim .
Na 612, à frente , uma porta e duas janelas .
Na 618, tres portas e nas laterais 6 janelas .
infantis, claudicantes. Juvenis, arrogantes .
foram dobradas, multiplicadas.
Na 612, a morada era uma casa simples .
Na cozinha , um fogão a lenha , geladeira a querosene .
distribuídos criteriosamente nos aposentos
a arrumação , a limpeza ,
e com mão de ferro conduzia
os afazeres domésticos
e os passos de cada um .
Na 618,o comércio .
coordenava as vendas ,
recebia amigos com café
e “dois dedos de prosa ”.
sobrecarregadas de peças de tecido ,
Anzóis que para sempre
Havia um espaço mínimo
passava e me transformava
dando asas à fantasia ,
cultivava minhas ilusões ,
Nele também cultivei e provei
os meus primeiros e inocentes vícios .
surrupiados da frente e escondidos
e que eu , sorrateiro ,
sorvia diariamente,
uma dose apenas
e alternando os sabores ,
num cálice exclusivo
o escritório de meu pai , onde ,
numa escrivaninha com porta de enrolar
demoravam arrumadas em blocos ,
No depósito ,
Saindo dos limites internos da casa e loja ,
descortinava-se um enorme quintal ,
dividido em tres etapas por portões e cercas ,
a última limitando com a rua de trás .
ávidas e barulhentas, bicar
todas as manhãs e finais das tardes .
Eram frutos doces , como eu imaginava
seria sempre a vida .
Havia também um pé de ginja ,
e um tamarineiro sempre carregado ,
Eram frutos azêdos,
travosos, ardentes , ácidos
E estava tudo ali ,
na minha frente ,
ao redor e ao alcance da mão .
A casa arrumada, pequena , aconchegante .
O comércio onde tudo era pesado – menos ou mais leve ,
medido – de menor ou maior tamanho ,
vendido – mais barato ou de maior valor .
O quintal por etapas ,
outras vezes pesados, maiores , caros .
e não alcancei a lição . (14.01.2002)
Superman
e a acender estrelas
no teu céu particular .
de que te adoro
e que meus sentimentos por ti
sejam alternados,
distintas.
Dorme, porque agora
sinto-me lógico e escuro
numa imensa cisterna universal .
Dorme profundo ,
no sentido duplo da vida
fui emboscado
e não quero que vejas
a rosa rubra derretendo
de brilhante azul metálico .
Dorme profundo ,
viaja no cosmo e
e morre.
irei beijar tua face de anjo ,
de vigilante espacial ,
Dorme profundo
serei novamente o teu herói .
Serei Superman...
Assinar:
Postagens (Atom)